Wednesday, October 22, 2008

Limonchayoc - Quincemil



Enquanto eu estava parado em frente a praça principal de Quincemil, uma figura se aproximou para conversar. Disse algo que não entendi. Quando repetiu, pensei que estava brincando.
- O que, da Al Qaeda?
Ele pensou bem a palavra em português, e me esclareceu. Era Mário, prefeito de Quincemil, que logo me ofereceu de passar a noite na prefeitura, num confortável colchão novo em folha.

Quincemil...


Chegando em Quincemil, um riacho maiorzinho...

Quincemil está a 600 m do nível do mar, e é o começo da subida dos andes, que em pouco mais de 110 km chega a 4800 m de altitude.


Logo começaria a transição de paisagem, e as matas ficariam para trás.

Bem perto do começo da subida dos Andes, pequena subidas anunciavam o que estava por vir.

Mazuko - Limonchayoc

Chegando no acampamento de Limonchayoc, Nico, também da equipe de Gonzalo, mandou prepararem um almoço para mim. Mas não esperava tanto requinte...Mas que continuei com fome, isso eu continuei!

No meio da estrada, os operários me pararam e me pediram para tirar uma foto comigo.


A toda hora, tinha que parar para esperar.




Ponte Fortaleza. Esperei uns 5 minutos pela minha vez, e quando chegou, quase perco meu alforge com todas as minhas roupas. Há alguns dias vinha tendo um problema: os alforges dianteiros pulam do bagageiro quando a bike trepida muito. Na entrada na ponte, bem na beirada da estrada, o alforge direito pulou, e só não caiu no rio, porque pela primeira vez, ficou engarranchado no bagageiro. Sorte?

Enquanto esperava a abertura de um trecho da estrada ao meio-dia, em San Lorenzo, conheci Vera e Giovanni, engenheiros florestais. Conversamos muito, e me deram muitas dicas de como encarar calor e frio extremos. Giovanni chegou ao ponto de me dar sua cartela de comprimidos para soreche, o mal da altitude.

Como o pezinho da bike não aguentou o peso, infelizmente quase não posso descer da bike, a não ser quando há uma placa para encostá-la. Manobrá-la também não e tarefa das mais fáceis, o que me obriga a tirar as fotos do exato local onde estou. De vez em quando, corta alguma coisa, como pés, cabeças, e também copas de árvores...

Estradinha simpática...

Um dos diversos riachos pelo caminho...

Yollanda, da equipe de Gonzalo no acampamento de Mazuko.
Também me deu bastante atenção, chegando a me levar para uma consulta médica pela manhã. Água gelada e sacolinha de frutas também me aguardavam para a saída.

Ponte que era utilizada antes das obras. A atual ainda é improvisada,
mas um pouco melhor que essa.

Nueva Arequipa - Mazuko



Chegando em Mazuko...

Gonzalo, chefe da Administração de 3 acampamentos da Conirsa. Me deu tanta atenção que fiquei até com vergonha por ter incomodado.

Mais obras...


Igrejinha no caminho...

Puerto Maldonado - Nueva Arequipa



Saindo de Puerto Maldonado, às 5 e meia da manhã......Muita neblina.

Meu único fiel companheiro pelo caminho, Eu. Conversando muito sozinho, aprendi que minha mente pode ser meu maior aliado ou meu pior inimigo nessa jornada.


Visual muito bonito saindo de Puerto Maldonado. Mas a estrada é das piores.

Após uma curva, uma caminhonete parou, e desceram várias pessoas com microfone e câmera filmadora. Por incrível que pareçaa, era o SBT, gravando uma materia para o SBT Repórter. Ainda aguardo as fotos da entrevista, por e-mail. Chegando em Nueva Arequipa, fui muito bem recebido no acampamento da Conirsa pelo engenheiro baiano Luiz Gordilho e o advogado peruano Gonzalo, responsável pela administração de 3 acampamentos.

Sunday, October 12, 2008

Alerta - Puerto Maldonado

Foto que o engenheiro Vanio me mandou por e-mail, quando o post já estava pronto.

Principal meio de transporte por aqui.

Puerto Maldonado, capital do departamento de Madre de Dios...
Após 120 km muito difíceis, cheguei, às 2 da tarde. Determinação e força de vontade não seriam suficientes sem o apoio incondiconal de algumas pessoas que, mesmo de longe, estão me dando mais forças do que imaginam.




Lugarzinho maravilhoso, a 5 km de Puerto Maldonado.

E com a chegada da estrada...

Igrejinha simpática a 35 km de Puerto Maldonado.

Graças a minha camisa do Brasil, Vanio, engenheiro chefe da Conirsa e responsável por um dos acampamentos, me parou para conversar. Tirou fotos minhas, e enviou para os chefes dos próximos acampamentos, para me ajudarem com abrigo e alimentação. O problema do próximo trecho, é que a estrada fica aberta apenas de 6 da tarde às 6 da manhã, e de meio-dia a uma da tarde. E as distânicas são enormes. Sairei sempre de madrugada para tentar chegar a tempo.



Obras e mais obras...

Na metade dos 120 km entre Alerta e Puerto Maldonado, o fim da mamata. Adeus asfalto...

Iberia - Alerta

9 e meia da manhã. Completamente chapado...
Sentei para levar uma idéia, mas não deu certo. Não deu p entender uma palavra....Me abraçou muito, me desejou boa viagem, e queria porque queria que eu tomasse uma com ele...E eu quase tomei mesmo...O alcoolismo é um problema sério nessa região. Para todo lado, tem um ou dois escornados no chão, a qualquer hora do dia.



Chega logo Alerta.....Que calor infernal....


A estrada.....





Em San Lorenzo, uma pesonagem de Rebeldes....





Foram apenas 50 km, pois antes das 10 da manhã, o sol já ameaçava me jogar no chão se o desrespeitasse. Alerta é um pequeno povoado, quando digo pequeno, é pequeno mesmo. Muito menor que Ibéria, são apenas algumas ruas de terra ligadas a estrada. Na estrada, muitas famélias vivem em casinhas assim, e dormem em redes.