Monday, March 2, 2009

Capão Novo - Posto BR 101

Num posto de gasolina, na BR 101. Estava com preguiça de armar acampamento, mas o céu prometia chuva. Decidi dormir com Nossa Senhora.



Sociedade do Automóvel
"11 milhões de pessoas, quase 6 milhões de automóveis; um acidente a cada 3 minutos; uma pessoa morta a cada 6 horas; 8 vítimas fatais da poluição por dia. No lugar da praça, o shopping center; no lugar da calçada, a avenida; no lugar do parque, o estacionamento; em vez de vozes, motores e buzinas. Trabalhar para dirigir, dirigir para trabalhar: compre um carro, liberte-se do transporte público ruim. Aquilo que é público é de ninguém, ou daqueles que não podem pagar. Vidros escuros e fechados evitam o contato humano. Tédio, raiva angústia e solidão na cidade que não pode parar, mas não consegue sair do lugar." O documentário é sobre São Paulo, mas serve para a maioria das grandes metrópoles.



Osório - Capão Novo

Saímos tarde de Osório. Tínhamos lugar para ficar em Capão Novo, e seguimos tranquilos pela Interpraias e pela Estrada do Mar. Chegamos ainda de dia em Capão Novo.

Mostardas - Osório

No final do dia...Quase 175 km...

No início do dia...A marca dos 5 mil km...

Bojuru - Mostardas


Começamos o pedal do dia juntos. Seus nomes eram Rafael, Luiz e Lucas. Viajávamos de uam forma um pouco diferente, mas nos adaptamos uns aos outros e seguimos juntos.

Rio Grande - Bojuru

Devido ao forte vento contra me acompanhou por todo o dia, não cheguei tão longe como o planejado, e decidi dar uma parada em Bojuru, para comer alguma coisa e decidir o que fazer. Algumas crianças locais insitiam em puxar minha camisa enquanto eu comia, para me dizer que havia mais gente de bicicleta na cidade. Foram me puxando até a frente de uma pousada, onde encontrei 3 figuras de Porto Alegre, no fim do primeiro dia de uma viagem até Torres, no extremo norte do litoral gaúcho.

Capilha - Rio Grande

De manhã, Márcio me convidou para tomar café da manhã com a família dele. Saiu, e logo voltou na moto com um filho pequeno na garupa. "Não te disse que o cara viaja de bike? Olha o tanto de bolsa que ele leva!"Terminei de desmontar a barraca, e as 8 da manhã chegamos em sua confortavel casa. Buscou vários ovos no galinheiro, e quando nos sentamso para o café, havia um prato com 7 ovos fritos. "Não comemos ovos de manhã. São para você!" Acabei ficando ali até o meio-dia, pensando que seria moleza fazer os 90 km até Rio Grande. Peguei muito vento, e já anoitecia quando cheguei a Rio Grande. Tinha um endereço, da família de Márcio. Ele ficara de ligar para pedir para me ajudarem. Quando cheguei, logo percebi que nunca tinham ouvido falar de mim. Improvisei, pedidndo para deixar a bicicleta com minahs coisas ali para poder buscar algo para comer e lugar para dormir. Dei uma passeada, e quando voltei pude conhecer toda a família do cara. Me jogaram para dentro de casa, e me trataram como um membro da família. Ali fiquei por uns dias, mas não abusei, pois conforme um ditado (acho que italiano), visita é como peixe. Após uns 3 dias começa a feder.

Santa Vitória do Palmar - Capilha

Galera que deu início ao festival de ajuda que recebi no sul do Brasil. Começou com um pastel e um refri. Daí a pouco um abre a carteira daqui, o outro dali...Depois um lembra que conhece uma pessoa pelo caminho por onde passaria. Outro conhece outra.....Foto...Número de celular, para chamar até mesmo a cobrar caso precisasse de QUALQUER coisa!


Pela região do Taim, pedalei 153 km até um lugarejo chamado Capilha. Descubri um pedaço do paraíso ali nas margens da LAgoa Mirim. Após um banho de lagoa, montei acampamento na beira da estrada, entre um restaurante e um monte de tratores estacionados. Ali conheci Márcio, que trabalhava para a empresa proprietária das máquinas, e estava ali de vigia das mesmas.